quarta-feira, 15 de junho de 2016

Exames nacionais... E o desânimo.


Exames? Qual é mesmo a necessidade? Andamos 3 anos no secundário a construir uma média, a trabalhar dia a dia, a esforçar-nos e a obter resultados, sejam eles mais ou menos positivos, a prepararmo-nos para conseguir uma boa média final, para conseguirmos seguir o que queremos, para quê? Para em 120 (ou 150) minutos de exame, baixarmos essa média? Para nesses minutos, com o exame a valer 30% da nota, deitarmos por água abaixo o trabalho feito em 3 anos? Felizmente, não acontece a todos, mas acontece a muitos. 

Estamos em junho, estamos todos estafados, cansados e sem cabeça, a desejar arduamente que cheguem as férias, e somos obrigados a andar em stress, a estar fechados em casa a estudar para, em 120/150 minutos, uma prova decidir em parte o nosso futuro, mais que não seja, o número com que ficamos na pauta e que conta para quem quer entrar na faculdade. Além de cansados, não temos vontade de os fazer, entramos na sala da prova com a cabeça pesada, nervosos e ansiosos, com horas de sono mal dormidas. Será que ainda acreditam mesmo que naquela prova, naquelas duas horas, vão ver aquilo de que o aluno é capaz?

No meu caso, não será a nota dos exames a provocar grandes diferenças. Mas no de muitos, é. É o decidir de um futuro. E que sentido é que isso faz? 

Obrigada por desvalorizarem o trabalho feito em 3 anos por nós, alunos, e também pelos professores, e darem um peso de 30% a uma prova feita numa manhã/tarde, em que, por sinal, até podemos nem estar nos "nossos dias". Ou será que não temos esse direito? Pois, temos de estar formatados para fazer tudo daquela forma, àquela hora, com aqueles critérios. 

Obrigada também pela tortura que é andar estes 3 anos a ouvir falar de exames, e chegar a esta hora e ser derradeiro. Porque naquelas horas de prova, ou é, ou não é. E se não for, azar para nós.

Obrigada, ainda, pela frustração, pelos nervos e pelo desânimo. 

Eu ainda não acabei este festival que são os exames. Falta-me um. Motivação já tenho pouca. Cansaço é que já é muito. E só tenho a dizer, seja o que Deus quiser. Quanto a mim, trabalhei nestes 3 anos e fui avaliada com base nisso. Mas por uns quantos minutos fechada numa sala a fazer um exame, poderei deitar ao "lixo" a média com que vou. Ridiculamente, algo feito em 2 horas, vai valer-me 30% da nota de secundário, que durou 3 anos (26280 horas).

Realmente, há coisas no ensino português que têm mesmo de ser alteradas. E se nada fizermos, as mudanças não acontecem sozinhas.

Uniarea: http://uniarea.com/exames-nacionais-para-que/

sexta-feira, 25 de março de 2016

Deixar voar o que nos deixa em baixo


Quando já não nos faz bem, mais vale deixar ir, não é?!

Sabem, é mesmo difícil deixar para trás aquilo de que gostamos verdadeiramente. Mas é aí que temos de pensar que temos de gostar de nós, acima e primeiro que tudo. A nossa felicidade é o que mais importa, o que nos move, o que nos dá força para tudo o resto na vida. Se algo já não nos faz bem, por mais que gostemos, é altura de pôr de lado. 

Temos de saber estabelecer prioridades. Tudo nos faz bem, quando corre bem. A partir do momento em que o caminho começa a ser sempre torto, já não dá mais. A prioridade temos de ser nós próprios. Temos de ser a nossa própria felicidade, ou o caminho para chegar a ela. 

Nada ou ninguém poderá ter a capacidade de nos deitar abaixo, de nos fazer sentir inferiores, de nos deixar no chão. E mesmo que o consigam, por momentos, ou em certas situações, nada ou ninguém é mais forte que nós mesmos. Mesmo que nos façam cair, temos de ter a capacidade para nos levantarmos, sempre mais fortes. A capacidade de dar a volta, por cima, sempre. 

Nada ou ninguém é mais forte que nós. Temos toda a força que precisamos dentro da nossa pessoa. 

Deixar ir magoa, dói, custa, mas vai acabar por passar. E, se realmente estivermos a dar o passo certo, vai-nos trazes algo melhor. Basta dar tempo ao tempo, e valorizarmo-nos (temos de ser a primeira pessoa a fazê-lo).
 

quarta-feira, 23 de março de 2016


Quero que tenham mais orgulho naquilo que eu sou, do que propriamente naquilo que eu faço. Aliás, arrisco-me a dizer que terem orgulho no que SOU é o que mais me importa. 
Quero que me valorizem pela pessoa que me tenho tornado. 
 

segunda-feira, 14 de março de 2016

Apaixonada pela vida - Descanse em paz, Nicolau Breyner


Considero-me uma apaixonada. Pela vida, em especial. Por tudo, em particular. Sim, tudo, em particular. Não me enganei. A vida é para mim a maior prioridade. O querer viver mais, e mais, e mais. O querer aprender, o querer saber, o querer deixar a nossa marca e inspirar os outros. Querer viver bem, acima de tudo. Viver no limite. Correr riscos. Experimentar. Ser feliz. Viver. Ser aventureira e viver. 

Gosto tanto da vida, que pensar no fim da mesma, dá-me arrepios. Mesmo que pense nela, na morte, não a consigo imaginar. Por mais que a pense, imaginá-la não consigo. De todo. Acho que ninguém o consegue. É uma ideia bem presente na nossa cabeça, mas não está ao nosso alcance (por enquanto). Não podemos tocá-la, senti-la, por mais que nela pensemos. Por mais que a tentemos imaginar.

Ninguém sabe o que é a morte, a não ser os que já cá não estão. E, esses, já não o podem contar. Continuamos na mesma. Somos mais que a morte, porque somos a vida. E é nessa que temos de nos focar. A nossa, que é tão importante, tanto pode acabar daqui a 30 anos, como daqui a 2 dias. Ninguém sabe o dia de amanhã. E ninguém tem de viver a pensar na morte. Pensar na vida e, sobretudo, vivê-la, é o que nos imortais enquanto estamos vivos. É o que nos torna alguém. Sim, alguém, porque nada somos se nada fizermos. Estar vivo é diferente de estar a viver.

Hoje, dia 14 de março, partiu um dos mais importantes símbolos da cultura portuguesa. Desapareceu uma das personalidades que acompanhou a minha (ainda) curta vida, e que me marcou, mesmo nunca tendo estado comigo. Falo por mim, tal como sei que falo por milhares de pessoas. Um símbolo como foi Nicolau Breyner, só pode marcar pela positiva. Alguém que soube, de facto, viver, e não se limitou a estar vivo. Alguém que fez, que exerceu, que viveu bem e viveu de tudo. Um alguém que, agora, depois de partir, deixa connosco a mensagem e o ensinamento de querer viver. 

Morreu não só um grande ator, um grande produtor, um grande realizador, mas uma grande pessoa. Morreu alguém que deixou connosco muitas histórias a contar e a recordar, que ensinou a ser feliz, alegre, e a sorrir. A sorrir, genuinamente. Porque mais vale estar alegre, do que estar triste. "É melhor ser alegre que ser triste." Em tudo na vida. Morreu alguém que, em vida, deixou alegria, muitas gargalhadas, grandes vitórias e bons ensinamentos.

Que nos ensinou a agarrar a vida, e a vivê-la intensamente.

Que descanse em paz, e que se orgulhe, lá em cima, de tudo o que fez, e de tudo o que deixou! Sinto-me grata por ser uma das muitas pessoas que ama a vida, que é uma apaixonada, e que, mesmo que pouco, muito aprendeu com este senhor, que hoje nos deixou. 

Até sempre, com uma gargalhada, e com um obrigada.