domingo, 12 de fevereiro de 2017

Os últimos tempos não têm sido fáceis. Exames da faculdade, exame de condução, problemas de saúde, voluntariado, atividades e mais mil e uma coisas que surgem pelo meio.
O exame de condução está feito, depois de ter chumbado. Os exames da faculdade já acabaram, e o segundo semestre prestes a começar. A pilha de nervos que estes me trouxeram, agravaram-se e trouxeram com eles problemas mais graves. É grave a partir do momento em que põe em risco a saúde, ou nós não conseguimos controlar.
Nunca tinha sofrido tanto com a ansiedade, como desta vez. A verdade é que entrei em pânico quando vi o meu corpo ressentir-se. Chorava sem parar, tudo em mim tremia, dormir bem era mentira... pela primeira vez, não consegui suportar tudo sozinha. Tive de procurar ajuda e um "colo", para me segurar.
A verdade é que esta fase menos boa já dura há demasiado tempo. Não sei até quando vou suportar. Sei que vejo-me envolvida numa bola de neve de problemas, sem sau

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Oficialmente caloira

Esta semana tem sido uma correria. Entre colocação e entrada na Universidade, apresentações na escola do meu irmão, trabalhos para vender, aulas de condução, inscrições, matrículas, propinas, compras do passe e decisões finais, não tenho parado. E se esta já o tem sido, nem quero imaginar a próxima semana, quando tudo irá começar a sério. 

Bem, o certo é que estou ansiosa e muito entusiasmada para começar a faculdade. Adorei as instalações, as pessoas que me acolheram e, em especial, a mentora que me calhou para me acompanhar. Tão entusiasmada, que já me meti a personalizar cadernos e tantas outras coisas (nada que não fosse de esperar da minha parte). O curso escolhido foi o que sempre quis, e a faculdade também, daí também tanta vontade para começar.

Dia 19, segunda, vai começar "mais a sério", e eu só espero que corra bem. Uma nova rotina vai começar, e eu vou ter de me habituar a novos hábitos (horários, transportes, pessoas...). Para juntar à tão desejada primeira semana de faculdade, há que referir que vou continuar a ter aulas de condução, e a fazer os trabalhos manuais que tenho feito para vender que me têm encomendado - é o que dá, querer e gostar de fazer tudo e mais alguma coisa. Juntam-se ainda as responsabilidades com o meu irmão, assim como a relação com o meu namorado que, como todas, precisa de cuidado, tempo e esforço mútuo.

O engraçado é que eu tenho, assim, em mente, uma data de coisas. E ainda estou para descobrir para onde me vou conseguir virar. É a faculdade (tudo novo), as aulas de condução, os projetos que já tenho e todos os outros que ainda queria pôr em prática, o meu namorado, as responsabilidades com o meu irmão, a ideia que eu tinha de tentar conciliar a faculdade com algo que me desse mais um dinheirinho... E falta uma coisa, que eu quero ver se vou conseguir encaixar nisto tudo.

Fui convidada para jogar na equipa de futsal feminino da minha faculdade. E a faculdade ainda nem começou! Chegou aos ouvidos do treinador que eu já tinha jogado futsal, e ele decidiu através de um pedido de amizade e de uma mensagem privada propor-me este convite e desafio. O certo é que já tinha ouvido falar de desporto na faculdade, e até me andava a informar disso, mas nunca pensei que houvesse futsal feminino na minha. Mas ainda bem! Sempre foi o desporto que mais gostei, e ainda há pouco tempo falei sobre o facto de sentir saudades. Veio mesmo a calhar esta proposta... só espero conseguir conciliar tudo! Ia ser excelente.

Felizmente tenho tido os apoios certos nesta nova fase, principalmente do meu namorado.

Só espero conseguir ter tempo, energia e coragem para tudo o que aí vem. Conseguir conciliar algumas coisas, e ser bem sucedida em todas.

Boa sorte a todos os caloiros como eu! Que esta nova etapa nos traga tudo de bom.
   

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

2 Degraus e um Castelo


2 meses. De pura magia. De novidade tremenda.

2 meses. De mudança, amor, e muita partilha. 

Meses de sorrisos e olhares trocados, entregas, barreiras e metas ultrapassadas. Tempos de alegrias, choros, apertos, preocupações. Mas certezas.

Certezas de que é este o rumo certo. O percurso a seguir. 

Meses de palavras, experiências, atitudes. De, várias vezes, perguntas sem respostas ou caminhos sem saída. Tempos de incógnitas e desconhecidos. Loucuras e impossíveis tornados possíveis.

Período de descoberta, dedicação, paixão e brilhos genuínos nos olhos. Período de uma repleta vontade de mais, mais e melhor. Vontade de conhecer, e passar para além dos obstáculos.

Vontade de me entregar à paixão profunda que me envolveu, e de nunca mais dela sair. 
Repousar para sempre nos braços de quem neste período me segurou melhor do que ninguém. 

Quem me fez sentir princesa no castelo de um príncipe, que é ele. 
  

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Respirar fundo e reagir

Por vezes a vida dá as voltas que menos esperamos, quando menos esperamos. 

Os últimos tempos não têm sido fáceis. Parece que quando dizem que uma desgraça nunca vem só, pois bem... Estão certos. 

Nada apontava para esta má fase. Uma fase em que apareceu de tudo, e tudo ao mesmo tempo. Em que os problemas surgiram, uns atrás dos outros, misturando-se e tornando tudo mais complicado de gerir. Os problemas eram pequenas bolhas, que se juntaram todas e formaram uma só. Uma bolha gigante, que rebentou... agora.

Apesar de todo esse turbilhão de dores de cabeça que me tem aparecido à frente, penso que tenho sabido levar as coisas pelo rumo certo, enfrentando-as e lidando com elas, talvez também muito devido aos apoios que tenho tido, a quem muito agradeço. 

Porém, esta bola de neve está tão grande, apesar de cada vez mais pequena, que me está a deixar estafada. De rastos. Qualquer pequeno pormenor já me faz deitar fumo pelos ouvidos

Eu, que sempre fui pessoa de não deixar nada por resolver por um minuto que fosse, vejo-me agora quase que obrigada a pedir um tempo, aos outros e a mim mesma. Tempo para pensar, respirar, e voltar a meter o motor a trabalhar.

Peço sinceras desculpas a quem isso, esse meu humor - ou falta dele -, tem afetado. Mas tem sido a única forma que tenho encontrado para conseguir lidar, não com os meus problemas, mas comigo mesma. Para que não me torne eu própria o próprio problema, e o maior deles todos. 

Há uns tempos eu não era assim. E acredito que não se trata apenas de crescimento, mas também de autoconhecimento. Antes, tinha as emoções à flor da pele e qualquer pequeno stress era a gota de água na minha vida. Mas o tempo e a experiência encarregaram-se de me ensinar. Não sei se estou mais fria, ou simplesmente mais racional. Felizmente ou não, o certo é que agora respiro fundo e só depois reajo.

Manter o equilíbrio numa situação de alerta, em que tudo parece pedir auxílio ao mesmo tempo, nem sempre é pera doce. Aliás, é tudo menos pera doce

Com tudo isto, tenho percebido, ao longo dos tempos, que, para resolver um problema, importa acima de muitas outras coisas sabermos lidar connosco. Conhecermo-nos e fazer com que cada problema vá deixando de ser, aos poucos, um teste a nós próprios.

Cada um é como cada qual e, por isso, cada um tem a sua forma de reagir e lidar com as diferentes situações. Aos poucos se vai aprendendo.

O importante é não chegarmos ao nosso limite, manter o equilíbrio e a nossa saúde mental. No fim das contas, estragando essa, não é qualquer solução que a resolve.