domingo, 31 de janeiro de 2016

Ser tua namorada


Um dia vais perceber que quero o teu bem. Vais perceber que quero o melhor para ti, tal como quero para mim (ou mais ainda). 

Um dia vais dar valor e vais perceber que sempre quis o teu melhor. Vais perceber que ser tua amiga, e tua namorada, implica não só estar do teu lado sempre, como também aparar as tuas quedas. Evitá-las. 

Ser amiga, e namorada, não significa estar sempre lá com um sorriso, um "sim" ou uma festinha nas costas e ser sempre positiva. Isso não é ser boa namorada. 

Ser tua amiga, e tua namorada, implica ser realista, evitar desilusões, proteger-te, abrir-te os olhos, dar-te as mãos e também saber dizer "não". Isso sim, é ser uma boa namorada, que se preocupa verdadeiramente contigo e que só quer o teu bem. 

Até posso errar quando tento abrir-te os olhos. É normal. Não sou perfeita e erro. Mas tentei abrir-tos porque achei que era preciso e que era o que estava correto. Por mais que me possa enganar, isso só mostra que realmente me preocupo. E que não estou apagada da tua vida. Se concordasse com tudo, se não te desse palpites nem te desse a minha opinião, aí sim, era uma namorada sem o mínimo interesse em ti. Mas eu não sou assim. Pelo contrário. Quero o teu bem - e o nosso também, claro -, e isso implica ter os pés assentes na terra, ser realista. 

Às vezes é preciso ouvir o não. Às vezes o melhor não é termos ao nosso lado um alguém que esteja sempre de acordo connosco e que não se manifeste em relação a nada. O melhor, na minha opinião, é termos ao nosso lado alguém com vontades próprias, com boas intenções e que saiba quando dizer um "não" ou quando nos deve chamar à atenção.
 
Sim, é verdade que dá jeito e gostamos de ter um alguém ao nosso lado que nos diga sempre "sim, concordo", "sim, tens razão", "sim, tu consegues", "sim, é possível", "sim, claro que dá" - é bom quando não somos nem nos sentimos contrariados, sentimos que estamos sempre bem, e isso dá-nos confiança (apesar de ser uma falsa confiança). Mas isso não é ser realista. Pelo contrário. É não ter noção das coisas. Também precisamos, nos momentos certos, de um alguém que nos chame a atenção, que nos leve a ter noção de que estamos errados, que nos abra os olhos. 

Isso é amor, é preocupação e é dedicação. É querer o teu bem.
 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Dias


Nove da noite.

Apenas três horas de sono na noite passada, um teste de história, trabalho de sociologia, estudar, ginásio, vir a pé para casa, estar com o namorado e fazer os preparativos para a festa de amanhã. Pois é, estou de rastos

O mundo gira muito depressa e, ultimamente, os dias têm passado a correr. Ando numa correria imensa. Por dentro e por fora. São testes, aniversários, confusões e uma data de ideias a borbulhar na minha mente.

Tempo que é preciso... Não há. Tem dado sempre para fazer tudo, mas é pouco e fica apertado. 

Quero fazer tanta coisa, mas tenho tão pouco tempo. Quero fazer tudo ao mesmo tempo. Quero pôr em prática um turbilhão de coisas. Mas o tempo... Esse, não ajuda. 

Nestes dias, com tantos testes, torna-se complicado vir aqui escrever todos os dias. Mas farei os possíveis para o conseguir, e para escrever algo interessante. Agora... Vou dormir, que a minha noite passada foi uma miséria (3 horas de sono para mim não são nada).
   

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Escrever


"Escrevemos para ser o que somos ou para ser aquilo que não somos. Num e noutro caso buscamo-nos a nós mesmos. E se temos a sorte de nos encontrarmos - sinal de criação - descobriremos sempre que somos um desconhecido"

- Octavio Paz, em "Fernando Pessoa, o desconhecido de si mesmo"

Buscarmo-nos a nós mesmos é talvez das mais difíceis tarefas que temos nas mãos. É também das mais hilariantes e entusiasmantes. É um ciclo eterno da vida. Nunca nos conhecemos totalmente mesmo que, por momentos, pensemos que sim. Criarmo-nos e descobrirmo-nos é o labirinto mais encantador, assustador e complicado que enfrentamos ao longo da vida. Se não tentarmos conhecer-nos, e tentarmos ser melhores, quem o fará por nós? 

"Nós damo-nos ao outro, para nos encontrarmos a nós"
 
Escrever dá-nos aos outros. Partilhamo-nos a nós mesmos quando escrevemos. Encontramo-nos nesse ato. Vamo-nos encontrando. Escrever ajuda-nos a organizar por dentro tudo o que se passa ou vai passando connosco. Escrever leva-nos a "pôr em pratos limpos" aquilo que, por vezes, não conseguimos expressar bem ao falar, nem ao pensar. Escrever faz-nos divagar e perceber o que vai dentro de nós, o que nos deixa bem ou menos bem. Sermos criativos ajuda-nos ainda mais. Percebermos os nossos limites e todas as nossas capacidades faz-nos ter noção de nós mesmos e, a partir daí, lidamos com os outros mais facilmente. 

Somos eternos desconhecidos a nós mesmos, por lidarmos com diferentes pessoas e diferentes meios. Somos uma constante mudança, num labirinto que não tem fim. Somos a incógnita mais bela que conhecemos (ou tentamos conhecer) e o mistério mais bonito que temos nas mãos. Somos a eterna procura. 

Cada um de nós tem valor, só pelo simples facto de Ser, de existir. Cada um de nós tem uma missão, que é percorrer este labirinto. Cada um de nós tem as oportunidades que quiser ter, e faz da vida o que quiser dela, caso se esforce para isso. Temos tudo nas nossas mãos.
 

Planos


Passado o fim de semana (que passou a voar) e a segunda feira, e depois de trabalhos, testes, estudos, problemas com a internet, discussões, presidenciais, momentos bons e menos bons, planos, e também alturas de "preguicite aguda", aqui estou eu de novo para escrever (finalmente!). 

Desde o início do ano que ainda não tinha ficado mais de dois dias sem vir aqui. E que falta que isto me faz! Faz-me tão bem vir aqui escrever, dar asas àquilo que vai na minha cabeça. É como que um esconderijo onde me resguardo, e um alguém que me ouve, mesmo sem ouvir. Aqui, além de escrever o que sinto, penso, e o que me vai na alma, partilho aquilo que sou e aquilo que sinto e se passa à minha volta. Faz-me tão bem vir aqui que não via a hora de arranjar este tempinho. 

O blog ajuda-nos na construção do nosso "eu". Ajuda-nos a perceber o que somos e a expressar o que vai dentro de nós. Aqui, temos leitores e seguidores que, mesmo sem nos conhecerem, partilham connosco as suas histórias e estão sempre dispostos a deixar uma palavra de carinho, com ou sem uma observação. São esses que dão ainda mais sentido ao blog e que nos fazem sentir que não estamos sozinhos - em nenhuma situação.
Nestes dois dias que passaram, foram muitas as ideias que tive e os temos que surgiram para vir para aqui expor as minhas opiniões e mostrar o meu ponto de vista. Contudo, às vezes o tempo passa mais rápido do que queremos e, quando damos conta, já se foi. 

Hei de ter tempo passar falar de tudo isso.

Além de tudo o que referi no início, que acabou por me tirar tempo, faltou referir as preparações para o aniversário do meu irmão (já faz 10 anos e eu já me sinto cota ao lado dele), a máscara que ele decidiu inventar para o carnaval e que, como é muito criativo, decidiu que tinha de ser tudo feito à mão - e como é óbvio, sobrou para mim -, e ainda o namoro (sim, exige muita disponibilidade).

Por hoje, apesar de ter escrito pouco, acabo o dia de consciência tranquila e com a noção que estou no caminho certo. Com a noção de que a pessoa que sou hoje, é exatamente a pessoa que quero ser (claro, com uns ajustes).

Nos próximos dias espero conseguir partilhar aqui alguns dos temas que têm estado acesos no meu dia-a-dia e na minha cabeça.