sábado, 30 de julho de 2016

Desafios


Certos desafios aparecem apenas àqueles capazes de os ultrapassar. Seja pela mão de quem ou do que for. Chamem-lhe destino, Deus, o que quiserem. Vários desafios são-nos impostos e temos de os conseguir superar. É certo e sabido. Mas acredito que cada uma das barreiras que nos é imposta ao longo da vida, tem um porquê (ou um para quê) de o ser. 

Cada um de nós é uma história diferente, um livro distinto. Cada um de nós tem o seu caminho, os seus capítulos. Cada um de nós nasce para o que nasce, e nasce para algo diferente daqueles que estão ao nosso lado. É assim a vida. É assim o mundo. E são assim as pessoas. Se fossemos todos o mesmo livro, se pertencessemos todos à mesma saga, ou se não houvesse géneros diferentes, qual era a piada?

Acredito que certos desafios que me estão a ser impostos, neste momento, têm um porquê. Mais que não seja, servem para me testar, para me pôr à prova. A mim, e talvez aos meus. Para ver até onde sou capaz ou consigo ir. Para me conhecer melhor, para conhecer a minha personalidade, o meu eu. Também para me ajudar a decidir, para me orientar, para saber melhor que rumo seguir.

Talvez, com outras pessoas, estes desafios que a mim me estão a ser impostos não resultassem. Resultariam outros, provavelmente. Outros, que para mim não serviriam, ou pouco me diriam. Cada um, com seu cada qual. Não é assim que dizem?!

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Exames nacionais... E o desânimo.


Exames? Qual é mesmo a necessidade? Andamos 3 anos no secundário a construir uma média, a trabalhar dia a dia, a esforçar-nos e a obter resultados, sejam eles mais ou menos positivos, a prepararmo-nos para conseguir uma boa média final, para conseguirmos seguir o que queremos, para quê? Para em 120 (ou 150) minutos de exame, baixarmos essa média? Para nesses minutos, com o exame a valer 30% da nota, deitarmos por água abaixo o trabalho feito em 3 anos? Felizmente, não acontece a todos, mas acontece a muitos. 

Estamos em junho, estamos todos estafados, cansados e sem cabeça, a desejar arduamente que cheguem as férias, e somos obrigados a andar em stress, a estar fechados em casa a estudar para, em 120/150 minutos, uma prova decidir em parte o nosso futuro, mais que não seja, o número com que ficamos na pauta e que conta para quem quer entrar na faculdade. Além de cansados, não temos vontade de os fazer, entramos na sala da prova com a cabeça pesada, nervosos e ansiosos, com horas de sono mal dormidas. Será que ainda acreditam mesmo que naquela prova, naquelas duas horas, vão ver aquilo de que o aluno é capaz?

No meu caso, não será a nota dos exames a provocar grandes diferenças. Mas no de muitos, é. É o decidir de um futuro. E que sentido é que isso faz? 

Obrigada por desvalorizarem o trabalho feito em 3 anos por nós, alunos, e também pelos professores, e darem um peso de 30% a uma prova feita numa manhã/tarde, em que, por sinal, até podemos nem estar nos "nossos dias". Ou será que não temos esse direito? Pois, temos de estar formatados para fazer tudo daquela forma, àquela hora, com aqueles critérios. 

Obrigada também pela tortura que é andar estes 3 anos a ouvir falar de exames, e chegar a esta hora e ser derradeiro. Porque naquelas horas de prova, ou é, ou não é. E se não for, azar para nós.

Obrigada, ainda, pela frustração, pelos nervos e pelo desânimo. 

Eu ainda não acabei este festival que são os exames. Falta-me um. Motivação já tenho pouca. Cansaço é que já é muito. E só tenho a dizer, seja o que Deus quiser. Quanto a mim, trabalhei nestes 3 anos e fui avaliada com base nisso. Mas por uns quantos minutos fechada numa sala a fazer um exame, poderei deitar ao "lixo" a média com que vou. Ridiculamente, algo feito em 2 horas, vai valer-me 30% da nota de secundário, que durou 3 anos (26280 horas).

Realmente, há coisas no ensino português que têm mesmo de ser alteradas. E se nada fizermos, as mudanças não acontecem sozinhas.

Uniarea: http://uniarea.com/exames-nacionais-para-que/

sexta-feira, 25 de março de 2016

Deixar voar o que nos deixa em baixo


Quando já não nos faz bem, mais vale deixar ir, não é?!

Sabem, é mesmo difícil deixar para trás aquilo de que gostamos verdadeiramente. Mas é aí que temos de pensar que temos de gostar de nós, acima e primeiro que tudo. A nossa felicidade é o que mais importa, o que nos move, o que nos dá força para tudo o resto na vida. Se algo já não nos faz bem, por mais que gostemos, é altura de pôr de lado. 

Temos de saber estabelecer prioridades. Tudo nos faz bem, quando corre bem. A partir do momento em que o caminho começa a ser sempre torto, já não dá mais. A prioridade temos de ser nós próprios. Temos de ser a nossa própria felicidade, ou o caminho para chegar a ela. 

Nada ou ninguém poderá ter a capacidade de nos deitar abaixo, de nos fazer sentir inferiores, de nos deixar no chão. E mesmo que o consigam, por momentos, ou em certas situações, nada ou ninguém é mais forte que nós mesmos. Mesmo que nos façam cair, temos de ter a capacidade para nos levantarmos, sempre mais fortes. A capacidade de dar a volta, por cima, sempre. 

Nada ou ninguém é mais forte que nós. Temos toda a força que precisamos dentro da nossa pessoa. 

Deixar ir magoa, dói, custa, mas vai acabar por passar. E, se realmente estivermos a dar o passo certo, vai-nos trazes algo melhor. Basta dar tempo ao tempo, e valorizarmo-nos (temos de ser a primeira pessoa a fazê-lo).
 

quarta-feira, 23 de março de 2016


Quero que tenham mais orgulho naquilo que eu sou, do que propriamente naquilo que eu faço. Aliás, arrisco-me a dizer que terem orgulho no que SOU é o que mais me importa. 
Quero que me valorizem pela pessoa que me tenho tornado.