Sou da geração de 90, e tenho orgulho em dizê-lo.
A vocês, que também o são, quantas vezes já vos disseram que somos uma geração perdida? Quantas vezes vocês próprios pensaram isso mesmo? Tantas e tantas vezes que nos disseram que somos inúteis e que nada de novo trazemos ao mundo. Quantas vezes ouviram a típica frase "na minha altura é que era bom"?
Somos uma geração de transição. As coisas deixaram de ser o que e como eram. O real passou a virtual, os livros passaram a ecrãs. As coisas mudam. Tudo pode mudar.
Tudo é assim. A vida está em constante mudança e os vencedores deste "jogo" são aqueles que, ao serem capazes de se adaptar, vingam na vida e no trabalho. A adaptação é um dos grandes trunfos, uma das grandes chaves.
Desenganem-se se, tal como a maioria, pensam que somos uma geração perdida. Desenganem-se! Mesmo.
A nossa geração trouxe aspetos negativos, que nas gerações passadas não existiam, é certo. Mas também é certo que nenhuma outra geração fora perfeita. Houve sempre aspetos bons, e aspetos menos bons. E assim é também a nossa. Pena que olhem maioritariamente para o negativo. Dêem atenção ao que de bom temos, ao que de bom trouxemos, e às possibilidades que se criaram. Por favor, ponham os olhos nas coisas boas que esta geração trouxe consigo. Ponham os olhos nos empreendedores, nos criativos, nos inovadores e até mesmo nos atrevidos.
Somos uma geração cheia de sonhos, uma geração cheia de imaginação e criatividade. Somos os inovadores e os apaixonados pelo novo e pelo recente. Adoramos atualizações e queremos sempre mais. Gostamos da mudança e é por ela que nos movemos. Queremos, e fazemos por conseguir.
Sim, também há quem não se mexa. E esses, claro, "estão à rasca". Contudo, se há coisa que grande parte da minha geração já sabe é que, se queremos, temos de nos mexer. Pena que nem todos estejam dispostos ou com vontade de o fazer! Porque, digam o que disserem, hoje em dia, quem se mexe, quem "mete mãos à obra", quem se esforça e trabalha (trabalho árduo, nada de mãos beijadas), consegue atingir os objetivos e as metas que traçou (salvo raras exceções).
Acima de tudo, somos o futuro e a rampa de lançamento para um futuro ainda mais longínquo. Queremos ser o exemplo. Queremos ser a mudança, claro, positiva. Queremos contribuir para a evolução, e não para a destruição. Queremos reverter os problemas que as gerações passadas nos deixaram de herança. Queremos que a geração seguinte continue um trabalho que nós desenvolvemos, e que saiba como o fazer. Queremos passar valores, porque esses, por mais que não pareça, continuam a existir e a ser respeitados.
Não queremos que o essencial passe a acessório. Pelo contrário. Não queremos desiludir e queremos vingar no mundo. Não queremos ser os "perdidos" ou a "geração rasca" como tantos nos quiseram carimbar. Não queremos ser a geração desinteressada (imagem que muitos tentam passar). Não queremos ser a geração que só tem duas saídas: a saída de Portugal ou o desemprego. Não queremos ser os perdidos. Não queremos ser os coitadinhos.
Por enquanto somos apenas jovens. Jovens que lutam pelo futuro (o próprio e o da humanidade), e que sonham.
Por enquanto, somos os sonhadores. Ainda pouco (apesar de muito) realizámos. Mas temos tempo. Estamos no bom caminho. Talvez, no futuro, nos chamem de concretizadores.
Gostei tanto do teu texto! Estou cansada de ouvir que somos preguiçosos, que não queremos trabalhar, quando a maioria apenas não quer ser explorada. Estamos à rasca, mas não somos rascas.
ResponderEliminarSó por este texto, vou já seguir o teu blog :)
É isso mesmo! Somos uma geração talentosa e capaz de muito, só é pena que ainda sejam poucos aqueles que veem isso.
EliminarMuito obrigada!
Adorei simplesmente este texto ! Guardei-o e tudo para voltar a lê-lo :)
ResponderEliminarOh, muito obrigada! Mesmo! É bom receber comentários assim.
EliminarBeijinhos :)