Está de noite. Já passa da 1 da manhã e amanhã (hoje) é o primeiro dia de aulas do segundo período. Não consigo dormir. Não consigo parar de pensar. Só consigo chorar e, mesmo quando tento não o fazer, as lágrimas correm-me pelo rosto.
Detesto fazer-me de vitíma, detesto falar aos outros dos meus problemas. Sou mais daquelas pessoas que gosta que sejam os outros, aqueles que realmente me conhecem (ou deviam conhecer), a perceber que não estou bem. Mas nem sempre isso acontece e, sinceramente, é das coisas que me deixa pior.
Neste momento, na minha cabeça só ouço insultos, nomes, críticas, não me lembro de nada bom e marcante que me tenham dito nestes últimos dias.
Há quem me chame chorona, tudo pelo facto de o Diogo Piçarra me ter chamado isso, mas não me considero como tal. As pessoas podem pensar o contrário, mas eu só choro quando alguma coisa não está mesmo nada bem. E muito menos sou rapariga de perder horas de sono a chorar. A noite de hoje está a ser uma excepção autêntica.
Não sei o que se passa. Não sei se o erro sou eu.
Sei que não me sinto bem, nada bem, e que a pessoa que mais queria que reparasse nisso, é a que menos o tem feito. Pelo contrário, é talvez a pessoa que mais me tem deixado em lágrimas.
Vir escrever aqui foi a única solução que encontrei. Não sei se fará alguma diferença. Talvez não. Mas faz-me falta falar ou, neste caso, escrever. Aqui sei que ninguém que conheço, ou quase ninguém, vai ler isto.
Amanhã sei que o mais provável é não acordar bem. Às 10h vou ter de sair de casa. A pé. E provavelmente vai estar a chover. Talvez isso ajude. Vou pôr os fones nos ouvidos, pôr umas músicas a tocar e, naqueles 15 minutos de caminho para a escola, vou tentar relaxar, abstrair-me, e ganhar forças.

Sem comentários:
Enviar um comentário