domingo, 3 de janeiro de 2016

2016

E assim começou um novo ano.
3 páginas de um novo livro, com 366 páginas e 12 capítulos, já se passaram. E destas 3 páginas, parece que já deixei espaços por preencher. E assim começa a saga do "acabar o que podia ter feito, mas não fiz". Valerá a pena ir caminhando, e ao mesmo tempo deixar coisas por fazer? Porque é que vamos vivendo, com coisas por resolver? Porque não resolvê-las no momento certo, no dia certo? Torna-se uma bola de neve gigante, que arrastamos com o passar das páginas e com o passar dos capítulos. Não sei até que ponto aguentamos.
Já senti tanta coisa, e ainda agora o ano começou.
Esta passagem de ano não pedi desejos. Não comi passas porque não as tinha comigo. Mas comi no dia a seguir, dia 1. Porque achei que o devia fazer. 12 passas. Como tem de ser. Mas comi-as, simplesmente, sem com elas transportar 12 desejos. Seja o que tiver de ser. Aconteça o que tiver de acontecer. Este ano vou viver. Viver com o balanço e o vento que a vida me trouxer.
Este ano não tracei objetivos. A não ser a continuação daqueles que sempre tive. Porque sei bem o que quero. E porque nenhuma vida faz sentido se não traçarmos metas.
Objetivos não, mas este ano sei que vou transformar cada crítica numa lição, cada insulto numa arma, cada sofrimento numa proteção e, sobretudo, cada alegria num degrau para subir, sempre mais alto, à custa do meu esforço, da minha dedicação, e daquilo que eu sei que posso, devo, consigo e quero dar.
Este ano ninguém me vai derrubar. A não ser eu. Se cair vai ser por poucos minutos e, logo a seguir, vou levantar-me ainda com mais força.
Este ano não me vou deixar afetar por coisas mínimas. Cada vez que tiver vontade de chorar, ou cada vez que o fizer, eu própria vou limpar as lágrimas e gritar comigo mesma para que não o faça.
Este ano vou centrar-me numa coisa. Em mim. No que me faz bem, no que me faz feliz. Vou conseguir superar e pôr de lado o que, em vez de me engrandecer e ajudar, me deita abaixo e me enfraquece. Este ano vou ser mais forte do que tenho sido.
Vou lutar por tudo o que quero, por tudo o que preciso e sei que me faz bem. E vou conseguir. Porque vou. Porque todos conseguimos alcançar aquilo que desejamos, se fizermos por isso.
Talvez este ano também dê lições a certas pessoas que, com o passar do tempo, me têm vindo a fazer bem mas, por vezes, também mal. Lições ou, simplesmente, fazê-las abrir os olhos. Também espero que mos abram. Estou disposta a isso.
Este ano faço 18 anos e quero seguir o rumo certo. E quero centrar-me, acima de tudo, numa só coisa, em mim. No que me faz bem.

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