terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Dia 5. Se tens magia, não precisas de truques.

5º dia do ano.
Que dia cheio de emoções. São ainda 21h45 e já morro de sono e cansaço. As emoções cansam. Sentir tantas num só dia, ainda mais. Injustiça, traição, entrega, interesse, amor, carinho, afeto. Tantas que nem sei adjetivar todas. 
Hoje chorei, chorei muito. Há coisas que me tiram de mim e, uma delas é, sem dúvida, a injustiça. Não suporto injustiças.
A minha mãe constantemente me diz que mais tarde ou mais cedo a justiça aparece, vem ao de cima. Não sei se acredito. Mas não tenho ao meu alcance muitas alternativas, a não ser, claro, esperar e ver. Nada me resta a não ser esperar. Espero sinceramente vir a dar razão à minha mãe. Espero que se faça justiça. Porque com pequenas injustiças, por vezes, paga-se caro. E o preço já vai elevado, isto é, as injustiças já são muitas. E o meu saco está a encher, a encher, a encher... Não sei até que ponto aguentarei. Hoje explodi, mas pouco. Calmamente. Não sou de fazer grandes "escandaleiras". Gosto de resolver as coisas a bem, com calma, a falar. Não quero mal entendidos, nem desentendimentos, quero apenas uma resolução para aquilo que não está bem. 
Espero que a pessoa em questão tenha ficado a remoer no assunto, nas minhas palavras, e que pense bem. Espero, ainda, que não seja já tarde para remediar o "erro". Sinceramente, quero mesmo é que perceba o que aconteceu. E que as injustiças além de me desmotivarem, deixam-me triste e enraivecida com toda a situação. 
Sei que nem tudo pode ser perfeito nem se pode resolver. Mas se nada fizermos para mudar as coisas com que não concordamos, certamente que nada se irá alterar. Eu, aqui, estou a ter mexer os meus cordelinhos para que algo se altere. A injustiça, pelo menos. Essa, que desapareça. De vez. Tem-me incomodado, muito. 
À hora de almoço vim para casa a chover. Vim a falar ao telemóvel com a minha mãe. A contar o sucedido. E claro, como tenho andado sensível (bastante até) não contive as lágrimas. Que se lixe, era a minha mãe! Falei tudo o que tinha para falar, deitei a raiva toda (ou quase toda) cá para fora. Deitar as palavras cá para fora faz bem. Mesmo bem! E não é que... Não bastava já eu estar a chorar, também o céu o decidiu fazer?! Começou a chover. Pode parecer ridículo, ou apenas consequências, mas a verdade é que às vezes parece que o clima acompanha o nosso estado de espírito. Ou, por vezes, somos nós que o acompanhamos a ele. Estava, naquele momento, tão em baixo, que não havia sol algum. Só chuva, e um vendaval que me ia destruindo o chapéu de chuva.
Mas o dia não foi mau. A tarde compensou. Realmente, ter connosco pessoas que nos amam, que cuidam de nós, é um grande alicerce. Felizmente tenho alguém comigo capaz de me fazer esquecer tudo. Capaz de me fazer ver, até, o sol. É tão, mas tão bom, que durante umas horas não mais pensei no assunto. Até essa pessoa chegar, não tinha qualquer apetite, não queria almoçar e estava sonolenta. Depois, obrigou-me a comer (para meu bem, claro), mas no meio de brincadeiras e sorrisos, nem se tornou uma obrigação. O meu estado de espírito alterou de imediato e claro, a fome apareceu. Impressionante como um sorriso é capaz de mudar tanta coisa. 
Sou uma sortuda por ter ao meu lado pessoas que me amam, e por amar. Essas pessoas sim, merecem o meu tempo, as minhas palavras, os meus sorrisos e, até, as minhas lágrimas. As outras... São as outras. Tenho de começar a pensar naquilo que me faz bem, e a pôr "à beira do prato" aquilo que não faz. 
E pensar também que as injustiças se ultrapassam. Acredito em mim. E tenho pessoas que acreditam também. Sei que vou conseguir passar por cima. Mas sim, preferia que tudo fosse feito de forma correta. Sem injustiças. Mas a minha mãe também me diz que injustiça vai haver sempre, seja no que for. Há que saber fazer ver às pessoas que as estão a cometer, que não estão a fazer o correto, não estão a ser justas. Para que tentem mudar isso.

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