sexta-feira, 25 de março de 2016

Deixar voar o que nos deixa em baixo


Quando já não nos faz bem, mais vale deixar ir, não é?!

Sabem, é mesmo difícil deixar para trás aquilo de que gostamos verdadeiramente. Mas é aí que temos de pensar que temos de gostar de nós, acima e primeiro que tudo. A nossa felicidade é o que mais importa, o que nos move, o que nos dá força para tudo o resto na vida. Se algo já não nos faz bem, por mais que gostemos, é altura de pôr de lado. 

Temos de saber estabelecer prioridades. Tudo nos faz bem, quando corre bem. A partir do momento em que o caminho começa a ser sempre torto, já não dá mais. A prioridade temos de ser nós próprios. Temos de ser a nossa própria felicidade, ou o caminho para chegar a ela. 

Nada ou ninguém poderá ter a capacidade de nos deitar abaixo, de nos fazer sentir inferiores, de nos deixar no chão. E mesmo que o consigam, por momentos, ou em certas situações, nada ou ninguém é mais forte que nós mesmos. Mesmo que nos façam cair, temos de ter a capacidade para nos levantarmos, sempre mais fortes. A capacidade de dar a volta, por cima, sempre. 

Nada ou ninguém é mais forte que nós. Temos toda a força que precisamos dentro da nossa pessoa. 

Deixar ir magoa, dói, custa, mas vai acabar por passar. E, se realmente estivermos a dar o passo certo, vai-nos trazes algo melhor. Basta dar tempo ao tempo, e valorizarmo-nos (temos de ser a primeira pessoa a fazê-lo).
 

quarta-feira, 23 de março de 2016


Quero que tenham mais orgulho naquilo que eu sou, do que propriamente naquilo que eu faço. Aliás, arrisco-me a dizer que terem orgulho no que SOU é o que mais me importa. 
Quero que me valorizem pela pessoa que me tenho tornado. 
 

segunda-feira, 14 de março de 2016

Apaixonada pela vida - Descanse em paz, Nicolau Breyner


Considero-me uma apaixonada. Pela vida, em especial. Por tudo, em particular. Sim, tudo, em particular. Não me enganei. A vida é para mim a maior prioridade. O querer viver mais, e mais, e mais. O querer aprender, o querer saber, o querer deixar a nossa marca e inspirar os outros. Querer viver bem, acima de tudo. Viver no limite. Correr riscos. Experimentar. Ser feliz. Viver. Ser aventureira e viver. 

Gosto tanto da vida, que pensar no fim da mesma, dá-me arrepios. Mesmo que pense nela, na morte, não a consigo imaginar. Por mais que a pense, imaginá-la não consigo. De todo. Acho que ninguém o consegue. É uma ideia bem presente na nossa cabeça, mas não está ao nosso alcance (por enquanto). Não podemos tocá-la, senti-la, por mais que nela pensemos. Por mais que a tentemos imaginar.

Ninguém sabe o que é a morte, a não ser os que já cá não estão. E, esses, já não o podem contar. Continuamos na mesma. Somos mais que a morte, porque somos a vida. E é nessa que temos de nos focar. A nossa, que é tão importante, tanto pode acabar daqui a 30 anos, como daqui a 2 dias. Ninguém sabe o dia de amanhã. E ninguém tem de viver a pensar na morte. Pensar na vida e, sobretudo, vivê-la, é o que nos imortais enquanto estamos vivos. É o que nos torna alguém. Sim, alguém, porque nada somos se nada fizermos. Estar vivo é diferente de estar a viver.

Hoje, dia 14 de março, partiu um dos mais importantes símbolos da cultura portuguesa. Desapareceu uma das personalidades que acompanhou a minha (ainda) curta vida, e que me marcou, mesmo nunca tendo estado comigo. Falo por mim, tal como sei que falo por milhares de pessoas. Um símbolo como foi Nicolau Breyner, só pode marcar pela positiva. Alguém que soube, de facto, viver, e não se limitou a estar vivo. Alguém que fez, que exerceu, que viveu bem e viveu de tudo. Um alguém que, agora, depois de partir, deixa connosco a mensagem e o ensinamento de querer viver. 

Morreu não só um grande ator, um grande produtor, um grande realizador, mas uma grande pessoa. Morreu alguém que deixou connosco muitas histórias a contar e a recordar, que ensinou a ser feliz, alegre, e a sorrir. A sorrir, genuinamente. Porque mais vale estar alegre, do que estar triste. "É melhor ser alegre que ser triste." Em tudo na vida. Morreu alguém que, em vida, deixou alegria, muitas gargalhadas, grandes vitórias e bons ensinamentos.

Que nos ensinou a agarrar a vida, e a vivê-la intensamente.

Que descanse em paz, e que se orgulhe, lá em cima, de tudo o que fez, e de tudo o que deixou! Sinto-me grata por ser uma das muitas pessoas que ama a vida, que é uma apaixonada, e que, mesmo que pouco, muito aprendeu com este senhor, que hoje nos deixou. 

Até sempre, com uma gargalhada, e com um obrigada.

terça-feira, 8 de março de 2016

Sou Mulher




Porque é que temos de ser nós as donas de casa, as que vão pôr e buscar o filho à escola, as que fazem as compras e as refeições em casa? Porque é que temos de ser nós a lavar loiça, tratar da roupa e organizar a casa? Porque é que temos de ser nós as mais frágeis e as submissas? Porque é que temos de ser nós a estar em baixo? Basta! Não temos! 

Temos de ser aquilo que queremos, fazer aquilo de que gostamos, seguir o que desejamos, estar onde bem nos apetecer e fazer aquilo que mais nos torne realizadas! Somos seres humanos, como eles! Temos desejos, vontades, objetivos. Não tenho de me contentar com um cargo de empregada quando tenho a mesma capacidade que um homem para ser patroa! Não têm de ser maioritariamente as mulheres a seguir enfermagem e os homens medicina. Não tem de haver o típico “as mulheres são as melhores cozinheiras”, mas na prática haver mais chef’s porque tiveram mais capacidade de estudar e chegar a isso. Não temos de ficar a ver os debates no parlamento, através da televisão, em casa, quando podemos ser, tal como eles, elementos participantes. Não pode haver tantas e tantas mulheres nas universidades, mais até que homens, e na prática os homens chegarem mais longe! “Atrás de um grande homem” não tem de “estar uma grande mulher”! Têm de estar lado a lado! 

Queremos igualdade, queremos respeito, queremos oportunidades! Há anos atrás tivemos exemplos de mulheres guerreiras, corajosas, que enfrentaram os obstáculos que impunham ao sexo feminino. E é graças a essas mulheres que hoje posso estar a escrever o que penso, é graças a elas que não sou propriedade de ninguém nem me casei precocemente. É graças a elas que hoje posso estudar, tirar um curso, e ter um emprego. É graças a elas que posso chegar aos 18 anos e, tal como os homens, votar. É graças a elas que a minha vida não se limita a determinadas obrigações, a quatro paredes e a um lar para cuidar ou um homem a quem respeitar. É graças a elas que hoje me sinto mais livre, e é por elas e por todas as mulheres que querem mais – porque o merecem – que sinto a necessidade de falar e continuar uma luta que ainda hoje, em pleno século XXI, 2016, não está terminada. Essas mulheres, com muito mais restrições, conseguiram grandes feitos. E é por isso que sinto que nós temos de conseguir também. 

A batalha não acabou e ainda temos caminho à nossa frente. Não queremos apenas flores, homenagens num dia marcado, não queremos vestidinhos de princesas ou uma vassoura e um fogão para aprender as lides domésticas. Queremos respeito, queremos igualdade, queremos justiça. Temos direito a ser respeitadas, valorizadas, amadas e, acima de tudo, direito a viver a nossa vida. E que ninguém nos tire isso! 

Nascemos, tal como TODOS, para sermos independentes, para primeiro que tudo gostarmos de nós próprias, e só depois dos outros, para nos amarmos, para nos sentirmos realizadas, para lutarmos pelos nossos desejos e pelas nossas vontades. Não nascemos para ser vistas como objetos, para ligarem a palavra "mulher" a um corpo ou a uma utilidade. Que se deixem as futilidades para trás. Nasci para viver a minha vida, e para me sentir orgulhosa dela, ter liberdade para isso!

Que sejamos tudo aquilo que uma mulher deve ser, que sejamos aquilo que somos e como somos, e que, principalmente, não nos esqueçamos que temos direitos! 

Sou mulher e tenho orgulho! Por tudo aquilo que sou, e por tudo aquilo que sei que posso ser. Todas podemos!