segunda-feira, 14 de março de 2016

Apaixonada pela vida - Descanse em paz, Nicolau Breyner


Considero-me uma apaixonada. Pela vida, em especial. Por tudo, em particular. Sim, tudo, em particular. Não me enganei. A vida é para mim a maior prioridade. O querer viver mais, e mais, e mais. O querer aprender, o querer saber, o querer deixar a nossa marca e inspirar os outros. Querer viver bem, acima de tudo. Viver no limite. Correr riscos. Experimentar. Ser feliz. Viver. Ser aventureira e viver. 

Gosto tanto da vida, que pensar no fim da mesma, dá-me arrepios. Mesmo que pense nela, na morte, não a consigo imaginar. Por mais que a pense, imaginá-la não consigo. De todo. Acho que ninguém o consegue. É uma ideia bem presente na nossa cabeça, mas não está ao nosso alcance (por enquanto). Não podemos tocá-la, senti-la, por mais que nela pensemos. Por mais que a tentemos imaginar.

Ninguém sabe o que é a morte, a não ser os que já cá não estão. E, esses, já não o podem contar. Continuamos na mesma. Somos mais que a morte, porque somos a vida. E é nessa que temos de nos focar. A nossa, que é tão importante, tanto pode acabar daqui a 30 anos, como daqui a 2 dias. Ninguém sabe o dia de amanhã. E ninguém tem de viver a pensar na morte. Pensar na vida e, sobretudo, vivê-la, é o que nos imortais enquanto estamos vivos. É o que nos torna alguém. Sim, alguém, porque nada somos se nada fizermos. Estar vivo é diferente de estar a viver.

Hoje, dia 14 de março, partiu um dos mais importantes símbolos da cultura portuguesa. Desapareceu uma das personalidades que acompanhou a minha (ainda) curta vida, e que me marcou, mesmo nunca tendo estado comigo. Falo por mim, tal como sei que falo por milhares de pessoas. Um símbolo como foi Nicolau Breyner, só pode marcar pela positiva. Alguém que soube, de facto, viver, e não se limitou a estar vivo. Alguém que fez, que exerceu, que viveu bem e viveu de tudo. Um alguém que, agora, depois de partir, deixa connosco a mensagem e o ensinamento de querer viver. 

Morreu não só um grande ator, um grande produtor, um grande realizador, mas uma grande pessoa. Morreu alguém que deixou connosco muitas histórias a contar e a recordar, que ensinou a ser feliz, alegre, e a sorrir. A sorrir, genuinamente. Porque mais vale estar alegre, do que estar triste. "É melhor ser alegre que ser triste." Em tudo na vida. Morreu alguém que, em vida, deixou alegria, muitas gargalhadas, grandes vitórias e bons ensinamentos.

Que nos ensinou a agarrar a vida, e a vivê-la intensamente.

Que descanse em paz, e que se orgulhe, lá em cima, de tudo o que fez, e de tudo o que deixou! Sinto-me grata por ser uma das muitas pessoas que ama a vida, que é uma apaixonada, e que, mesmo que pouco, muito aprendeu com este senhor, que hoje nos deixou. 

Até sempre, com uma gargalhada, e com um obrigada.

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