Por vezes a vida dá as voltas que menos esperamos, quando menos esperamos.
Os últimos tempos não têm sido fáceis. Parece que quando dizem que uma desgraça nunca vem só, pois bem... Estão certos.
Nada apontava para esta má fase. Uma fase em que apareceu de tudo, e tudo ao mesmo tempo. Em que os problemas surgiram, uns atrás dos outros, misturando-se e tornando tudo mais complicado de gerir. Os problemas eram pequenas bolhas, que se juntaram todas e formaram uma só. Uma bolha gigante, que rebentou... agora.
Apesar de todo esse turbilhão de dores de cabeça que me tem aparecido à frente, penso que tenho sabido levar as coisas pelo rumo certo, enfrentando-as e lidando com elas, talvez também muito devido aos apoios que tenho tido, a quem muito agradeço.
Porém, esta bola de neve está tão grande, apesar de cada vez mais pequena, que me está a deixar estafada. De rastos. Qualquer pequeno pormenor já me faz deitar fumo pelos ouvidos.
Eu, que sempre fui pessoa de não deixar nada por resolver por um minuto que fosse, vejo-me agora quase que obrigada a pedir um tempo, aos outros e a mim mesma. Tempo para pensar, respirar, e voltar a meter o motor a trabalhar.
Peço sinceras desculpas a quem isso, esse meu humor - ou falta dele -, tem afetado. Mas tem sido a única forma que tenho encontrado para conseguir lidar, não com os meus problemas, mas comigo mesma. Para que não me torne eu própria o próprio problema, e o maior deles todos.
Há uns tempos eu não era assim. E acredito que não se trata apenas de crescimento, mas também de autoconhecimento. Antes, tinha as emoções à flor da pele e qualquer pequeno stress era a gota de água na minha vida. Mas o tempo e a experiência encarregaram-se de me ensinar. Não sei se estou mais fria, ou simplesmente mais racional. Felizmente ou não, o certo é que agora respiro fundo e só depois reajo.
Manter o equilíbrio numa situação de alerta, em que tudo parece pedir auxílio ao mesmo tempo, nem sempre é pera doce. Aliás, é tudo menos pera doce.
Com tudo isto, tenho percebido, ao longo dos tempos, que, para resolver um problema, importa acima de muitas outras coisas sabermos lidar connosco. Conhecermo-nos e fazer com que cada problema vá deixando de ser, aos poucos, um teste a nós próprios.
Cada um é como cada qual e, por isso, cada um tem a sua forma de reagir e lidar com as diferentes situações. Aos poucos se vai aprendendo.
O importante é não chegarmos ao nosso limite, manter o equilíbrio e a nossa saúde mental. No fim das contas, estragando essa, não é qualquer solução que a resolve.

